Saúde mental na pandemia: como fazer um bom acompanhamento dos colaboradores?

Como estão seus colaboradores em relação à saúde mental na pandemia? É importante ter um bom acompanhamento para melhorar e estimular o bem-estar da equipe. Entenda, agora, a importância do assunto!

Imagem de uma mulher com máscara usando o computador para fazer uma ligação em vídeo com outro colega de trabalho, representando o post sobre saúde mental na pandemia

A saúde mental na pandemia é um tópico que vem sido discutido, cada vez mais, por empresas ao redor de todo o mundo.

Uma reportagem da Veja Saúde aponta que, no ano de 2021, a saúde mental do brasileiro pode ficar ainda mais debilitada. Os motivos são vários e envolvem questões da vacinação, o prolongamento das medidas de isolamento social e uma sensação de que “estamos na mesma situação há tempo demais”.

Em meio à uma situação completamente atípica e que tem capacidade de aumentar os níveis de estresse, preocupação e ansiedade, é tarefa do RH desenvolver ações que contribuam para que os colaboradores tenham uma melhora da sua saúde mental na pandemia.

Afinal, tratam-se de centenas de milhões de pessoas que precisam seguir com a sua rotina “normal”, mantendo a produtividade e qualidade das entregas, mas com um contexto nunca visto antes em sua vida.

Por isso, como encontrar o equilíbrio entre as cobranças do dia a dia e a compreensão a respeito do momento em que estamos vivendo? Como contribuir para que o ambiente de trabalho seja um ambiente mais acolhedor e menos estressante?

Pensando nessas questões, fizemos este conteúdo para que você e sua equipe possam refletir sobre o assunto.

Vamos lá? Tenha uma ótima leitura!

O contexto da saúde mental na pandemia da Covid-19 para os trabalhadores

Há mais de um ano, o Brasil vive os impactos provocados pela pandemia da Covid-19. Por se tratar de uma doença contagiosa, logo as medidas de isolamento social foram aplicadas.

Nesse sentido, trabalhadores precisaram mudar o seu dia a dia por completo. Sejam aqueles que conseguiram ir para a casa e trabalhar no regime home office, quanto os que precisaram “segurar o medo” e enfrentar o desconhecido diariamente, indo até a empresa.

Há também aqueles que foram desligados do trabalho por razão da grande crise que atingiu o país.

Imagine, então, como esse contexto envolve uma série de fatores que contribuem para o surgimento de estresse e ansiedade. Adoecimento de familiares e amigos, redução da jornada de trabalho (e do salário, por consequência), o medo de perder o emprego…

Fatores como os que listamos acima (e que representam apenas uma parte relativamente rasa de tudo o que vem acontecendo no mundo) são responsáveis por prejudicar a saúde mental do trabalhador brasileiro.

Isso porque, além de sentir todo esse impacto, tratam-se de pessoas que seguem respondendo aos seus superiores, cumprindo metas, respeitando o horário de trabalho e tentando fazer da rotina algo mais normal possível.

A importância de um bom acompanhamento do RH

Vamos, então, pensar pelo outro lado.

Assim como é compreensível toda essa carga emocional negativa que cresceu com a pandemia, também devemos pensar que as empresas precisam seguir funcionando, entregando seus serviços e gerando receita para que consigam arcar com suas responsabilidades.

Sabendo disso, pense na responsabilidade que não somente o RH, mas toda a equipe de gestão, tem nas mãos. Contextualizar o nível das cobranças em meio ao que estamos vivendo é fundamental.

Isso não significa que nada mais deverá ser cobrado ou apontado. A chave é encontrar um equilíbrio entre a cultura organizacional da empresa e o cenário da pandemia.

Quer entender mais sobre como isso pode ser feito na prática? A seguir, vamos listar algumas formas de pensar em seu quadro de colaboradores e em sua saúde mental na pandemia.

Saúde mental na pandemia: como acolher o colaborador e trabalhar a compreensão em tempos difíceis

Nossa ideia, agora, é mostrar como uma gestão humanizada pode ser capaz de melhorar os níveis de saúde mental na pandemia não somente para os seus colaboradores, mas também para a própria equipe de RH e gestores.

Afinal, entendemos que a posição de cobrar, analisar e medir entregas/produtividade também é algo que pode envolver muita pressão e desafios.

Pratique o acolhimento

Pense em quantas horas uma pessoa passa trabalhando. Há quem diga que o local de trabalho se tornou a segunda casa do brasileiro, e isso só aumenta quando existe uma “cultura” de horas extras ou demandas excessivas.

Por se tratar de um lugar em que pessoas passam, às vezes, a metade do seu dia, é muito importante que elas se sintam acolhidas em estar ali.

Como isso pode ser feito? De várias formas diferentes. Trabalhar junto com a comunicação interna pode ser bem interessante, investindo em mensagens de apoio e contextualização a respeito do momento em que estamos vivendo.

Veja algumas ideias de praticar o acolhimento:

  • envie informativos a respeito da Covid-19 e da importância de se cuidar;
  • faça um comunicado que mostre a posição da empresa em relação a este momento, sua visão de como podemos transformar o trabalho em um ambiente mais leve;
  • deixe um canal de comunicação aberto caso o funcionário precise desabafar ou pedir ajuda para seus superiores/RH.

Caso as pessoas se sintam com medo de demonstrar seus anseios e preocupações, tenha certeza de que a produtividade e os níveis de satisfação podem cair ainda mais.

Quanto mais tiverem a certeza de que estão acolhidos, além de receberem informações com transparência e honestidade, melhor.

Avalie a necessidade do trabalho presencial

Quais equipes podem ser transferidas para o regime de home office? É possível aplicá-lo hoje na sua empresa?

Entendemos que muitas pessoas ainda não reconhecem os benefícios do regime remoto. Muitas delas, inclusive, porque trata-se de um modo de trabalho moderno, que surgiu não faz muito tempo.

Nesse sentido, dúvidas a respeito de produtividade e engajamento no trabalho são completamente aceitáveis. Afinal, como “garantir” que o trabalhador seguirá com um bom nível quando não existem formas tradicionais de acompanhá-lo?

A verdade é que com o passar do tempo, uma série de empresas vêm adotando essa prática naquelas equipes em que é possível fazê-lo.

De acordo com dados da Agência Brasil, 46% das empresas investiram na estratégia até julho de 2020. Na época, mais de 60% tiveram dificuldades em implementar o trabalho remoto, e como principais “empecilhos” foram listados:

  • dificuldade de acessar as ferramentas de comunicação;
  • comportamento dos funcionários ao acessar ambientes virtuais;
  • atuação das áreas de TI de forma remota.

De toda forma, já se passou um bom tempo desde o mês de julho. Naquela época, estávamos aproximadamente no 4º mês de pandemia no Brasil, e uma série de dúvidas pairavam sobre a mente das empresas.

Hoje em dia, já deu tempo das empresas se acostumarem e familiarizarem com as tecnologias, que se tornaram, inclusive, um meio fundamental para manter o trabalho de forma eficiente.

Por isso, mesmo com uma série de desafios, pense que o home office pode ser uma ótima forma de preservar os seus colaboradores. Se uma empresa mantém no escritório uma equipe que poderia facilmente trabalhar em casa, pense que os níveis de frustração e insatisfação podem ser gigantescos.

Hoje em dia, existem uma série de ferramentas que deixam o trabalho remoto mais eficiente. Uma delas é o ponto eletrônico digital, que dá mais segurança para a gestão, conseguindo acompanhar a jornada do colaborador onde quer que ele esteja. Saiba mais sobre o assunto!

Cuidado com os discursos motivacionais

Entendemos que as metas não podem parar e que as contas e deveres da empresa seguem chegando normalmente.

No entanto, tome cuidado com o nível dos discursos motivacionais que fazem parte da cultura da empresa. A ideia de “produtividade a todo custo” deve ser repensada.

Pense em quantas pessoas adoeceram, quantas perderam pessoas queridas, nas dificuldades financeiras enfrentadas por diversas famílias… A ideia é trazer uma leveza maior na hora de apresentar as métricas e até mesmo de cobrar.

Aplique uma gestão humanizada, baseada na escuta e na consideração em meio ao que estamos vivendo. Não é deixar de cobrar, mas usar um discurso mais leve e sem “terrorismo”.

Trabalhar na base do medo de ser demitido é algo que, sinceramente, pode trazer um efeito inverso na vida do colaborador. Ao invés de estimulá-lo a produzir, afinal outra pessoa poderia tomar o seu lugar, a equipe pode se sentir descartável, facilmente substituível e com medo de fazer qualquer coisa, errar e ser julgada.

Conheça mais sobre transtornos de ansiedade e síndrome de esgotamento profissional

Transtornos como a depressão, ansiedade e o Burnout vêm sendo colocados cada vez mais em pauta no ambiente empresarial.

Até pouco tempo, há quem acreditasse que a ansiedade poderia ser uma “desculpa” para justificar entregas ruins do colaborador. Na verdade, se pensarmos bem, isso ocorre até os dias de hoje.

No entanto, tratam-se de transtornos que afetam milhares de brasileiros diariamente e que sim, têm uma interferência direta nos níveis de produtividade e entregas no trabalho. Assim como doenças físicas e mais “aceitas” pela sociedade.

Por isso, é importante que o RH e a gestão da empresa se capacitem e estudem sobre os impactos desse transtorno de forma geral.

Quando existe uma boa capacitação a respeito do tema, você será capaz de acolher o funcionário de uma maneira efetiva, estruturando planos de ação que estejam integrados com o trabalho e a vida pessoal daquela pessoa. Afinal, trata-se de um problema capaz de afetar toda a realidade de alguém.

Além disso, quando uma pessoa sente que é compreendida pela empresa e que seus problemas têm voz ali, tenha certeza que ele terá muito mais comprometimento e vontade de seguir trabalhando mesmo com uma série de questões difíceis.

Mais uma vez, caso aquele discurso pesado e punitivo seja comum, o que acontece é o aumento da desmotivação e até mesmo do medo de errar e falhar.

Conclusão

Esperamos que após a leitura deste conteúdo, você tenha compreendido sobre a importância de pensar nos seus colaboradores e em sua saúde mental na pandemia.

Sintetizamos algumas ideias que trouxemos no post:

  • não é deixar de cobrar e avaliar, mas sim ter uma escuta ativa, gestão humanizada e compreender que todos estamos passando por um momento difícil;
  • é importante se capacitar e entender mais sobre transtornos mentais para que assim seja possível lidar com eles de maneira correta;
  • avalie as possibilidades de deixar a sua equipe trabalhando de casa por um período específico;
  • lembre-se que este momento pode estar sendo completamente traumático para várias pessoas, então não generalize e busque saber do contexto de cada funcionário.

E então? Gostou do nosso conteúdo e está refletindo mais sobre o tema “saúde mental na pandemia”? Se você gostou do nosso post, veja o post que fizemos sobre feedbacks negativos e aprenda a passar o retorno para o seu colaborador de maneira ideal!

0 Curtir
0 Não curti

Ana é Jornalista e trabalha com Marketing Digital desde o ano de 2016. Atua com o desenvolvimento de planos de comunicação, branding e gerenciamento de marcas na web, com foco em blogs corporativos e redes sociais. Além disso, tem experiência escrevendo sobre desenvolvimento pessoal, produtividade, métodos de organização pessoal e temas pertinentes ao universo corporativo em geral.

Deixar uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *